ADOLECENTES, BATUCAM, DANÇAM FELIZES SOBRE OLHARES DE “QGs” OFICIAL E PARALELO - TIMBAU/MARÉ, EM 17/05/2015.

Com a Ocupação Militar na “Portelinha” pelo Exercito Brasileiro, na Ex. Fabrica de Cimento Quartozolit, na Rua Capitão Carlos n. 260 no Morro do Timbau, onde residem mais de 500 moradores que ocuparam o terreno. As Crianças das Comunidades, Baixa do Sapateiro e Timbau, batucam, dançam e fazem os seus ensaios no meio da rua, onde tem a Oficina do Mago, que criou recente o Bloco Carnavalesco “A Magia do Samba”.

Além dos ensaios de bateria que são feitos nos finais de semana pela garotada que aderiram à percussão. Sobra espaço para ensaios preparativos para as festas Juninas e Julinas que se aproximam que todos os anos se realizam em verdadeiro “sincretismo religioso”. Em grande estilo, descontraídos e sendo monitorado ombro a ombro pelo “Grande Irmão Big Bróder”. Dada à sutileza dos “fatos notórios” divulgados na grande mídia. As crianças não estão nem ai para o medo que é propagado nos noticiários dos jornais e TVs, sobre a “Ocupação Militar na Maré”. ´

A rua é monitorada 24 horas todos os dias, com a presença ostensivas de policiais do exercito e da policia militar. Os carros de passeio e os transeuntes, são revistados tudo na boa educação. Recente, os moradores do prédio se surpreenderam com vistoria autorizada pelo juízo, em todas as residências com “mandado de segurança coletivo”.

Felizes, descontraídos e indiferentes a presenças de policiais e comandos do exercito que desfilam com os ”Tanques de Guerras”. Aqui e ali os ensaios são interrompidos pelos transeuntes e carros de passeios que a cada instante passa na rua. E continuam mesmo assim sem desanimar as coreografias, rindo um dos outros, dos acertos e erros cometidos. Surpreendidos com uma bronca pelo ensaísta, que questionou tal postura. “Vocês não podem rir do erro do outro. Vocês são um grupo, e como grupo devem agir coletivamente”.

Após o toque do líder e sobre olhares indiferentes, os jovens continuaram os ensaios para fazer bonito na Praça do dezoito em frente a XXX RA da Maré. Pelo que tudo indica, a galera vai fazer bonito no carnaval e nos festejos juninos onde faram apresentações dentro e fora da Maré. O grupo ainda não tem patrocinadores pra confecção de roupas e adereços e reposição das peças da Bateria.

Atualmente o Mago da Oficina, e os moradores, Reinaldo Cunha e o professor Ricardo Palheta, tem dado respaldo as atividades. Espera-se que com o sucesso do grupo, outros atores possam apoiar com reposição e doação de roupas, acessórios e instrumentos musicais. Por enquanto, ainda sobre os olhares desconfiados dos QGs, oficial e paralelo. As crianças sorriem, brincam e cantam a mesma cantiga de uma só nota da Amelinha: “É quando o vento sacode a cabeleira. A trança toda vermelha. Um olho cego vagueia procurando por um”. E assim, no esquenta do DJ improvisam , cantam em meio à indiferença governamental, buscando na esperança um mundo melhor.

Reinaldo de Jesus Cunha

 

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